“Quando o Senhor trouxe do cativeiro os que voltaram a Sião, éramos como os que estão sonhando. Então a nossa boca se encheu de riso e a nossa língua de cânticos. Então se dizia entre as nações: Grandes coisas fez o Senhor por eles. Sim, grandes coisas fez o Senhor por nós, e por isso estamos alegres.”

– Salmos 126:1-3 ARC

É claro que Jesus acautelou que o mundo odiaria profundamente a sua obra e seus seguidores (João 15:18-19; Mateus 24-9). Mas alguns sentiram na pele e viveram até os últimos dias de suas vidas, o extremo dos efeitos deste ódio. Porém, em meio a todas dificuldades, nunca encontraram pretextos para deixar de cumprir a vontade de Deus e engrandecer o Seu nome (Hebreus 11:33-38).

Depois do histórico acontecimento de 25 de Julho de 1949, o Dirigente Simão Gonçalves Toco tornou-se vítima de ódio, torturas, perseguição e atentados de morte até às últimas horas da sua vida. Com vista a destruir a obra de Deus por ele dirigida, a primeira medida tomada pelas autoridades portuguesas foi isolá-lo de seus irmãos. Passou cerca de 12 anos no Sul de Angola (Waba-Caconda, Jau -Chibia, Cassinga – Jamba e Moçâmedes), com o objectivo único de ser aniquilado.

Frustradas todas as tentativas em Angola, por ordem de António de Oliveira Salazar, foi transferido para Portugal, onde tudo foi feito para exterminar Simão Toco, mediante trabalho forçado e outros meios tortura e tentativas de assassinato, mas sem êxitos.

Depois de longos e dificílimos 11 anos de desterro (1963-1974), Mayamona (Simão Toco), regressa triunfalmente à Angola.

Um dado curioso, é o facto de que o navio que o transportava, tinha como destino, Luanda. Entretanto, por orientação divina, Simão informou ao comandante da tripulação que devia atracar no Sul de Angola. Este não quis submeter-se à tal ordem. Espantosamente, quando aproximavam-se de Luanda, os tripulantes perderam o controle do navio, dirigindo-se automaticamente mais a sul, Lobito, onde milhares e milhares de fiéis tocoistas e não tocoistas aguardavam pela chegada de Simão Toco. A maioria dos estabelecimentos dispensaram seus funcionários e alguns táxis prestavam serviço gratuito pela chegada de MAYAMONA. Lobito esteve em alvoroço durante aquele dia. (de facto, “agindo Deus, quem impedirá?” Isaías 43:13).

Cheio de alegria e com voz de gratidão a Deus, pisou com o pé direito a ponte-cais do Porto do Lobito, exclamando em bom tom e com senso de vitória: “ATÉ QUE ENFIM, O AFRICANO VENCEU”.

Os jornais noticiavam, em manchetes, o seu regresso. Na capa de um deles lia-se, em letras garrafais:
“O Regresso do homem-bom”
É caso para se dizer: “Mas Deus escolheu as coisas loucas deste mundo para confundir as sábias; e Deus escolheu as coisas fracas deste mundo para confundir as fortes;
E Deus escolheu as coisas vis deste mundo, e as desprezíveis, e as que não são, para aniquilar as que são; Para que nenhuma carne se glorie perante ele” 1Coríntios 1:27-29 ARC

Diante de tudo que isso significa para nós, concentremo-nos no seu indestrutível legado de fé, serviço, paz e amor:
“Sejamos só irmãos.”
Esta é a lei que Jesus Cristo deixou.

“Nunca falei uma palavra que não fosse de Paz. Mas não se deve honrar mais a criatura do que o criador. Digo aquilo em que acredito, mas não FORÇO ninguém a ouvir-me.
Sejamos católicos, protestantes, tocoistas, adventistas e até mesmo ateus, no fim cada um recebe a recompensa da sua obra, do bem ou do mal que fez.
Não sou vingativo, perdi muitas coisas: Dinheiro, amigos, tudo.
Mas sei o que Cristo disse. Esta é a minha única verdade. É a que vou defender.”

– Simão Gonçalves Toco, Lisboa 1974

Por isso, mantenhamo-nos firmes na nossa vocação, vivamos com a certeza de que ninguém pode frustrar os planos de Deus; tenhamos paciência na tribulação, dediquemo-nos de corpo e alma na obra do Senhor e a seu tempo, Deus, o nosso rochedo, se levantará e julgará a nossa causa.

Toda honra, toda glória e todo o louvor sejam dados a Deus, para sempre!

Acompanhe a seguir a mensagem deixada por sua Excelência Reverendíssima Dom Osório Marcos, Bispo Primaz e Representante Legal da Igreja.

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