Contexto do seu nascimento

Só é possível entender as razões mais profundas e a importância de luta, vida e obra de alguém, dentro do contexto que o envolve.

Descontextualizar os sonhos e actos de uma pessoa é perder a legitimidade de avaliar e julgar o seu valor.

“Mas Deus escolheu as coisas loucas deste mundo para confundir as sábias; e Deus escolheu as coisas fracas deste mundo para confundir as fortes;
E Deus escolheu as coisas vis deste mundo, e as desprezíveis, e as que não são, para aniquilar as que são;
Para que nenhuma carne se glorie perante ele.”
1 Coríntios 1:27-29

Assim, quero iniciar as jornadas de reflexão sobre os feitos de Simão Gonçalves Toco, fazendo uma incursão resumida do contexto de seu nascimento:

Contexto Global

  1. Geopolítica : o mundo estava a viver o fim da I Guerra mundial e as nações vinham esperimentando prufundas mudanças, derivadass não só da Guerra, mas também da revolução russa. E a Africa continuava a viver as amarguras da opressão colonial e as consequências da conferência de Berlim e do hediondo tráfico de escravos;
  2. Economia: A industrialização do mundo crecia em larga escala e a restruturação das formas de produção estavão conhecendo profundas mudanças;
  3. Cristianismo/Missões: O aumento do movimento missionário mundial, a partir dos EUA, Reino Unido e Suiça deu um grande impulso na evagelização global, num momento em que o mundo católico e não só testemunhava a aparição de Maria mãe de Jesus em Fátima – portugal, revelando três segredos à três criancinhas, um dos quais até hoje desconhecido.

Contexto local:

  1. Houve uma forte vigilância e pressão do colono sobre movimentos anticoloniais. Assim sendo, naquele tempo, chocar com os interesses dos colonialistas era um verdadeiro “suicídio”:
  2. A ditadura religiosa das Igrejas cristãs primitivas se fazia sentir acerrimamente.
  3. A marginalização e inferiorização cultural e religiosa imposta ao povo Africano era a tónica: Se de um lado a cultura africana era barbaramente espazinhada, do outro, o seu direito a Liberdade religiosa era não só condicionada, mas também, questionada. Há quem dizia mesmo que “o africano não tem Deus”.
  4. Verificou – se uma perda de foco e de zelo de muitos missionários: A história universal deixa patente que o trabalho missionário em África, visou em grande medida facilitar o processo de colonização, contrariamente a sua causa original (resgatar almas para Cristo).
  5. A necessidade de salvação dos africanos, a par de outros povos do mundo, era e continua a ser um urgente imperativo.

“Então ouvi a voz do Senhor, conclamando: “Quem enviarei? Quem irá por nós?”
E eu respondi: Eis-me aqui. Envia-me”!
Isaías 6-8

É neste dificílimo contexto que nasceu, viveu e agiu Simão Gonçalves Tôco.

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